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Piloto morto em assalto pediu para ter cinzas jogadas no mar do litoral de SP

Velório de Dato de Oliveira reúne amigos e familiares em Santos O piloto Odailton de Oliveira Silva, conhecido como Dato de Oliveira e morto durante uma tenta...

Piloto morto em assalto pediu para ter cinzas jogadas no mar do litoral de SP
Piloto morto em assalto pediu para ter cinzas jogadas no mar do litoral de SP (Foto: Reprodução)

Velório de Dato de Oliveira reúne amigos e familiares em Santos O piloto Odailton de Oliveira Silva, conhecido como Dato de Oliveira e morto durante uma tentativa de assalto em São Paulo, é velado nesta quinta-feira (21) em Santos, no litoral paulista. Em seguida, ele será cremado, conforme desejava. Em um livro autobiográfico lançado em 2011, Dato revelou o desejo de que as cinzas fossem levadas em uma aeronave para serem arremessadas ao mar de São Vicente, cidade onde cresceu. Na obra ‘Voar é a segunda melhor coisa do mundo’, ele deu detalhes de como gostaria da despedida. ✅ Clique aqui para seguir o novo canal do g1 Santos no WhatsApp. “Que algum comandante amigo decole levando alguma pessoa amiga a bordo com a urna contendo minhas cinzas e que elas sejam atiradas ao mar, mais precisamente na praia do Itararé, em São Vicente, onde fui criado e surfei por muitos anos. Que seja um voo a baixa altura com deslocamento bem lento", escreveu. Dato foi baleado na cabeça durante um assalto na tarde de terça-feira (19), na região do Butantã, na Zona Oeste de São Paulo. Ele foi levado ao Hospital Universitário, mas não resistiu aos ferimentos e morreu. Dato de Oliveira registrou em livro o desejo de ter as cinzas jogadas no mar da Praia do Itararé, em São Vicente Vanessa Rodrigues/Arquivo A Tribuna Jornal e Redes sociais O velório do piloto reuniu amigos e familiares nesta quinta-feira (21), na Memorial Necrópole Ecumênica, no bairro Marapé. O engenheiro Tales Pedroza contou que Dato “respirava aviação” e era muito querido por onde passava. “As pessoas gostavam e admiravam ele e não é por acaso”, disse, em entrevista à TV Tribuna, afiliada da Globo. O amigo Marcio Aparecido do Nascimento foi até a despedida com uma kombi adesivada com propaganda do livro escrito por Dato, que foi usada para divulgação da obra. “Propositalmente eu achei legal vir com o carro, prestar a última homenagem a ele”, afirmou, dizendo que ainda não acredita na morte de Dato. Marcio Aparecido do Nascimento foi até a despedida de Dato de Oliveira com uma kombi adesivada com propaganda do livro do piloto Leandro Guedes/TV Tribuna A cerimônia de cremação está marcada para 14h, também na Memorial. Carreira Dato tinha 77 anos e acumulava aproximadamente 49 anos de carreira como piloto, com ampla experiência tanto em aviões quanto em helicópteros. Ele ficou conhecido nacionalmente por comandar o Globocop, aeronave da TV Globo utilizada em coberturas jornalísticas na capital paulista. Além do trabalho no jornalismo aéreo, também compartilhava a própria trajetória em palestras e no livro autobiográfico “Voar é a Segunda Melhor Coisa do Mundo”, lançado em 2011, no qual reuniu histórias acumuladas em décadas de profissão. Paralelamente à carreira na aviação, Dato também teve experiências como ator. No filme VIPs (2011), interpretou o personagem Chicão, integrante do círculo de conhecidos do protagonista Marcelo Nascimento da Rocha, vivido por Wagner Moura. O longa é baseado na história real do estelionatário que ficou conhecido por assumir diversas identidades falsas no Brasil. Wagner Moura e Dato de Oliveira no filme Vips, de 2011 Reprodução/Arquivo pessoal Crime Dato de Oliveira dirigia quando foi abordado por um criminoso em uma motocicleta na Avenida do Rio Pequeno, no Butantã, Zona Oeste da capital. O ladrão anunciou o assalto e atirou contra o piloto, sem que fosse possível identificar se houve reação. O crime foi gravado por câmera de segurança. Após o disparo, o piloto perdeu o controle do carro, que bateu em um ônibus. Ele chegou a ser socorrido e levado ao Hospital Universitário, mas não resistiu aos ferimentos. Assalto em São Paulo termina com morte de piloto de helicóptero